O Vade Mecum é uma das obras que mais estão presentes no dia a dia dos estudantes e profissionais de Direito — seja no formato tradicional, em edições específicas para cada disciplina ou até mesmo nas versões compactas.

Todas as versões do livro, na verdade, são pensadas para atender a necessidades específicas. Por isso, na hora de escolher um Vade Mecum para chamar de seu, é fundamental entender exatamente o que você precisa e qual a melhor opção para o seu caso.

Aqui, vamos falar de dois tipos muito populares de Vade Mecuns: o tradicional e o compacto. Reunimos abaixo as principais diferenças entre eles para você já chegar à loja munido de todas as informações para escolher o seu. Confira!

 

Vade Mecum tradicional ou compacto? Eis a questão

 

Vade Mecum Tradicional

O Vade Mecum Tradicional é o mais procurado pelos consumidores em razão da completude e abrangência de seu conteúdo. Ele é o que mais reúne informações sobre legislações existentes no ordenamento jurídico de um Estado.

E o benefício é justamente este. Ao trazer um volume considerável de leis, o “Tradi” — como é apelidado o Vade Mecum Tradicional –, pode contribuir de várias formas. O principal ganho de todos, porém, é a praticidade: você muitas vezes não precisará recorrer a mais de um tipo de Vade Mecum para concluir sua pesquisa.

Por outro lado, por ser um volume mais robusto se comparado a outros modelos, algumas pessoas podem ter dificuldades para manusear ou fazer consultas rápidas. Se estiver buscando uma norma específica, por exemplo, terá que procurar em meio a uma variedade enorme de outras legislações.

Outra questão que deve ser levada em conta é o tamanho. O Vade Mecum Tradicional é nitidamente maior que outras versões, e por isso transportá-lo para lá e para cá pode ser um pouco mais complicado.

 

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Vade Mecum Compacto

Já o Vade Mecum Compacto é desenvolvido para atender a outras necessidades — e justamente as que o formato tradicional não contempla.

Exemplo: por ser menor, ele é mais fácil de manusear, guardar e transportar. No entanto, o tamanho reduzido também pode despertar desconfiança. Isso porque é muito comum pensar que, neste caso, “compacto” é sinônimo de “incompleto”. Mas não é bem assim.

A principal vantagem do Vade Mecum Compacto é justamente o fato de ser menor, mas não ele não perde em nada no conteúdo — principalmente quando comparado à versão tradicional.

Então se não traz menos conteúdo, como ele pode ser “compacto”? A fonte e o espaçamento entre linhas são menores? Também não. O que ocorre é que as leis que entram no Vade Mecum Compacto são eleitas com base em alguns critérios, que variam de editora para editora. Em geral, esses critérios são definidos no momento em que o projeto do livro está sendo elaborado.

Um dos pontos observados pelos editores, por exemplo, é se a legislação elencada no conteúdo do livro atenderá às necessidades do público. Afinal, ninguém quer colocar no mercado um livro que não será útil para as pessoas, certo?

Para garantir a qualidade da versão compacta do Vade Mecum, verifica-se se as leis selecionadas são as consideradas essenciais, ou seja, as que mais são aplicadas no cotidiano dos profissionais e estudantes de Direito.

Leia mais: 5 dicas indispensáveis para cuidar bem do seu Vade Mecum

 

Então, como escolher o Vade Mecum ideal?

Não existe um tipo de Vade Mecum melhor do que o outro, e sim aquele que melhor se encaixa às suas necessidades. No entanto, antes de mais nada, é muito importante ter em mente que os Vade Mecuns são estruturados por matérias, de modo que o usuário, ao escolher o seu, deve ficar atento aos documentos normativos que estão presentes no livro.

Ao optar pela versão compacta, por exemplo, é preciso verificar quais leis codificadas estão agrupadas nela. Certifique-se que a Consolidação das Leis do Trabalho estejam presentes, bem como os principais Estatutos, como o da Criança e do Adolescente e o do Idoso — bastante recorrentes.

Essas leis são essenciais para a realização de provas, já que são frequentemente exigidas.

 

Legislação complementar

Outro aspecto a que se deve ficar atento é o da legislação complementar, que vem no Vade Mecum Tradicional. Conforme mencionamos, o Vade Mecum Compacto é caracterizado pelo seu tamanho reduzido — o que acaba sendo seu principal e maior benefício. Por outro lado, é impossível que esta versão reúna um número considerável de normas complementares.

Por isso, se o estudante quiser comprá-lo, é importante verificar se entre as normas presentes em seu conteúdo estão aquelas que melhor lhe atenderão. Então uma dica é fazer um levantamento prévio das leis mais utilizadas e exigidas nos exames, bem como daquelas que não podem faltar de jeito nenhum. Lembre-se: um bom Vade Mecum Compacto deve trazer sempre as leis essenciais. Se não, além de compacto, ele também será incompleto.

 

Súmulas

As decisões dos Grandes Tribunais têm um impacto muito importante nas atividades jurídicas. Além disso, essas decisões, quando sumuladas, servem de fontes normativas que influenciam diretamente na aplicação do Direito pelos juízos hierarquicamente inferiores.

Assim, é imprescindível que os Vade Mecuns, compactos ou não, venham com as chamadas súmulas. Elas são essenciais, porque tratam-se de entendimentos que produzem efeitos nas matérias sobre as quais eles versam, e devem sempre ser observadas pelos estudantes.

Só que além das súmulas, existem outras decisões jurisprudenciais que devem estar presentes no conteúdo do livro, como as orientações jurisprudenciais do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ou mesmo os Enunciados das jornadas de Direito.

Essas decisões têm peso normativo, portanto têm o objetivo de nortear as inúmeras atividades jurídicas — razão pela qual elas devem estar presentes em todo e qualquer tipo de Vade Mecum.

 

Outras dicas

Na hora de escolher o melhor Vade Mecum para você, também é necessário levar outras dicas em consideração. Lembre-se que Vade Mecuns são frutos de projetos gráficos, desenvolvidos especialmente para facilitar a pesquisas das leis.

Esse projeto visa facilitar a consulta das normas, a relação entre os textos normativos, bem como a organização e a facilidade do uso. Quanto mais recursos tiverem, mais fácil será para consultar o livro.

Por isso, observe se no topo da página do Vade Mecum Compacto há indicativos que levem à identificação da lei da forma adequada: o número e o nome da Lei, além da data da promulgação. Avalie também se os índices são multifuncionais — eles facilitam a pesquisa das legislações e ajudar a estruturar melhor a comunicação entre elas.

Além disso, analise se o papel utilizado pela editora é resistente o bastante, se o tamanho das fontes usadas permite uma leitura fácil, bem como se o livro conta com fitas que favorecem a organização e marcação de páginas — ainda mais nos casos em que a consulta se der com base em vários institutos.

A aquisição de um Vade Mecum compacto pode trazer grandes vantagens aos seus usuários. Além disso, o tamanho reduzido não é um indicativo de que o estudante ou profissional sairá no prejuízo. Muito pelo contrário! A ausência de normas complementares não implica necessariamente em perdas de conteúdo.

Contudo, escolher o produto mais adequado para você exige reflexão: fique sempre atento ao que o livro traz em seu conteúdo, especialmente no que diz respeito às legislações incluídas e às leis complementares presentes também.

Tomando estes simples cuidados, o produto escolhido trará todas as vantagens que você deseja, e que vão além daquelas que o próprio formato propõe: além da facilidade de manuseio, transporte e conforto, o próprio conteúdo!