A faculdade de Direito exige bastante leitura e, principalmente, muito empenho do estudante para lidar com as semanas de provas e entregas de trabalhos. Às vezes, nessa rotina atribulada, o estudo acabando focando apenas na aprovação da disciplina. Por isso, não é de se espantar que estudar seja uma atividade maçante para tantas pessoas.

Ainda assim, sabemos que estudar é fundamental para quem deseja terminar a graduação com tranquilidade e, claro, boas notas. Tendo isso em vista, decidimos criar este conteúdo com dicas de técnicas de estudo que ajudam a tornar essa atividade menos cansativa e (bem) mais eficiente.

Confira abaixo!

5 técnicas de estudo para quem estuda Direito

1. Faça resumos ou fichamentos

Uma técnica de estudo bastante comum — e bem familiar a estudantes de Direito — é o famoso resumo ou fichamento.

Trata-se de uma maneira bem tradicional de colocar no papel (com suas próprias palavras) o que você entendeu da matéria que está estudando para reler depois e fixar melhor o conteúdo.

Muitas pessoas gostam de assistir à aula, fazer anotações, copiar a lousa do professor e fazer um resumo da matéria assim que chega em casa. Outros gravam a fala do professor e utiliza a gravação para fazer o resumo depois.

Como fazer um resumo ou fichamento?

O resumo é a compilação das informações mais importantes de um texto, além de uma das mais comuns técnicas de estudo. Tendo isso em vista, o primeiro passo é ter em mente a maneira com que você vai escrever com suas palavras sobre o parágrafo que acabou de ler, ou como você pode explicar o conceito novo que o autor trouxe a partir do que você entendeu durante a leitura.

Não existe regra para a estrutura de um resumo. Ele pode ser tanto um texto corrido quanto um conteúdo dividido por tópicos. No entanto, se for feito em tópicos, fica melhor para visualizar e memorizar o conteúdo depois.

Já um fichamento também tem diversas formas de ser feito. É uma técnica de estudo predominantemente voltada para fins acadêmicos. Muitas faculdades, já no primeiro ano de curso, ensinam o aluno a elaborar fichamentos de textos. Para algumas instituições, o fichamento se assemelha a um artigo científico, enquanto que, para outras, ele consiste nas citações das ideias principais do texto.

Leia mais: 4 dicas essenciais para estudar Direito do jeito certo

2. Crie seu próprio mapa mental

Mas se você já está acostumado a fazer resumos e quer inovar no seu jeito de estudar, apresento-lhe uma das mais visuais técnicas de estudo: o mapa mental!

Um mapa mental nada mais é do que um tipo de diagrama que ajuda a organizar as informações referentes a um tema específico. É como se fosse um desenho que ajuda a resumir os tópicos mais importantes para se entender determinado assunto.

Em geral, os mapas mentais têm três funções principais: organizar, memorizar e analisar o objeto de estudo, a fim de absorver melhor o conteúdo que está sendo estudado.

Eles também permitem que todos os pontos das disciplinas sejam relacionados e compreendidos dentro de uma só imagem, e pode ser uma ótima técnica de estudos principalmente se levarmos em conta que é muito difícil guardar e entender bem os aspectos mais relevantes das matérias que estamos estudando.

Como fazer?

O primeiro passo para criar seu próprio mapa mental é selecionar o material de estudo, como as obras jurídicas indicadas pelo seu professor, e lê-las atentamente. Durante a leitura, faça anotações com o que você entendeu e, se possível, reúna materiais complementares que agreguem valor ao estudo.

Em seguida, pegue uma folha em branco e, ao centro ou na parte superior, escreva o título da disciplina ou do assunto que você deseja esquematizar. Este será o ponto inicial do seu mapa mental — como se fosse um “marco zero”, de onde vão sair as informações pertinentes ao tema.

Dele, puxe setas indicando as suas principais atribuições, ou os principais subtópicos aos quais você deve se ater em seus estudos. Exemplos: características, espécies, natureza, efeitos e exemplos práticos, entre outros). Lembre-se de que um mapa mental é um desenho, mas acima de tudo é um esquema pelo qual você poderá estudar depois. Então ele deve estar organizado e bem estruturado.

Pode fazer uso de cores, mas um erro comum é dar prioridade à estética em vez de focar no conteúdo. A vontade de fazer algo bonito pode atrapalhar a qualidade do seu mapa mental, por isso tenha em mente que o mais importante é ter um material de estudo simples e, acima de tudo, facilmente compreensivo por outras pessoas.

Uma dica que pode ajudar é fazer rascunhos antes de começar a criar o mapa mental definitivo. Estruture primeiro, esboce um desenho inicial e, depois que definir exatamente o que vai colocar, comece a desenhar seu mapa mental.

Depois é só ir completando com as informações, finalizar e enviar para seus colegas.

3. Solte a voz! Leia a matéria em voz alta

Fazer resumos, fichamentos e mapas mentais ajuda — e muito — a absorver o conteúdo da matéria. Mas existe outra técnica que pode fazer a diferença em seus estudos: ler a matéria em voz alta.

Você pode fazer isso na privacidade de seu quarto e ler para você mesmo, ou pode ler em voz alta para alguém. Uma dica é explicar a matéria para outra pessoa como se você fosse um professor e ela tivesse nenhum conhecimento do assunto. Assim, você se força a pensar para explicar da maneira mais clara possível, e de um jeito que torne o conteúdo mais fácil de ser absorvido até mesmo por leigos.

As vantagens de soltar a voz nos seus estudos são muitas: além de ajudar a entender de vez a matéria, você também desenvolve a oratória — que é muito importante para futuros profissionais do Direito.

Para se ter uma ideia, o Estatuto da Advocacia e da OAB, em seu artigo 7º, versa sobre os direitos do advogado e estabelece algumas situações em que o profissional deve se manifestar oralmente:

IX – sustentar oralmente as razões de qualquer recurso ou processo, nas sessões de julgamento, após o voto do relator, em instância judicial ou administrativa, pelo prazo de quinze minutos, salvo se prazo maior for concedido.

X – usar da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos, documentos ou afirmações que influam no julgamento, bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem feitas;

XI – reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou autoridade, contra a inobservância de preceito de lei, regulamento ou regimento;

XII – falar, sentado ou em pé, em juízo, tribunal ou órgão de deliberação coletiva da Administração Pública ou do Poder Legislativo. (BRASIL, 1994, p. 3 )

4. Faça exercícios teóricos e práticos

Após estudar todos os conceitos daquela matéria que vai cair na prova, que tal testar se você já domina o conteúdo?

Pegue exercícios e questões de provas das 1ª e 2ª fases da OAB e de alguns concursos públicos e resolva o máximo que conseguir. Depois, calcule a média de erros e acertos, sempre buscando entender o porquê de ter errado ou acertado cada questão.

Leve este tipo de “simulado pessoal” a sério, então nada de ficar consultando as respostas nos livros ou em suas anotações. Faça de conta que você está fazendo uma prova para valer e aproveite para errar. Este é o momento para cometer erros e corrigi-los antes de ser oficialmente avaliado.

E o bom é que esta técnica é boa não só para as provas da faculdade, mas também para exames futuros que estudantes de Direito costumam prestar, como a própria prova da OAB e de ingresso em carreiras jurídicas públicas.

5. Baixe materiais da internet

Nossa última dica também é um complemento para as dicas acima. Além de utilizar técnicas de estudo para criar seu próprio resumo e mapa mental e de testar seus conhecimentos com exercícios práticos, busque outras fontes de informação que te ajudem a estudar e a absorver os conteúdos que estão sendo estudados.

Para isso, uma sugestão é aproveitar os benefícios da internet para encontrar materiais gratuitos, de qualidade e que estão disponíveis para download. Assim, lhe convido a conhecer a sessão que criamos aqui no Painel Jur exclusivamente para reunir esse tipo de conteúdo. Nossa página de Materiais Gratuitos já está repleta de conteúdos prontos para serem baixados e aproveitados.

 

E aí, com qual técnica de estudo você mais se identificou? Lembre-se: uma não é melhor do que a outra. O bom é quando conseguimos aproveitar um pouco dos benefícios de cada uma para extrair o máximo possível dos nossos momentos de estudo. Experimente em casa e depois conte sua experiência para nós nos comentários abaixo. E não deixe de comentar caso tenha outra dica de estudos. Quem sabe não completamos este artigo com uma dica enviada por você?