As 6 carreiras jurídicas mais badaladas do mercado de trabalho

As 6 carreiras jurídicas mais badaladas do mercado de trabalho

Para quem tem formação em Direito, as possibilidades no mercado de trabalho vão muito além da tradicional atuação como advogado em um grande escritório. Desde cargos no setor público até o exercício de atividades de gerência em empresas de grande porte, a área do Direito traz algumas carreiras jurídicas específicas que trazem aos profissionais mais do que altos salários.

Benefícios, estabilidade e, claro, muita concorrência fazem parte do dia tanto de quem já está em uma dessas carreiras jurídicas badaladas quanto de quem pretende atuar em uma futuramente.

Para lhe ajudar em sua preparação, e antecipando alguns detalhes da vida profissional, separamos abaixo as seis principais carreiras jurídicas com prestígio. Continue lendo, amplie seu horizonte de possibilidades no mercado de trabalho e sonhe alto! Por que não?

6 carreiras jurídicas mais badaladas

1. Juiz

A magistratura é uma das carreiras jurídicas mais valorizadas na área do Direito, e se tornar juiz é o objetivo de muitos profissionais formados — e até mesmo de muitos estudantes que acabaram de entrar na faculdade.

Para chegar a este cargo, porém, é necessário prestar e passar em um concurso público extremamente concorrido. Trata-se de uma posição de muita responsabilidade, pois o juiz (também chamado de magistrado) é dotado de autoridade para exercer a chamada “atividade jurisdicional”, ou seja, julgar conflitos de interesse que lhe são submetidos para apreciação.

Em outros termos, é ele o responsável por resolver conflitos e manter a pacificação social. Dentre suas funções, estão examinar autos de processos, proferir sentenças ou despachos e até presidir audiências no tribunal. Dependendo da jurisdição, juízes podem trabalhar em fóruns ou tribunais.

Leia mais: Tendências do Direito para 2019: conheça as 4 principais

 

2. Gerente jurídico generalista

O gerente jurídico, como o próprio nome indica, é o profissional responsável pelo setor jurídico de uma empresa. Geralmente, ele atua em duas frentes principais: atendimento a demandas internas e auxílio em questões estratégicas para os negócios da corporação.

Tendo isso em vista, em muitos casos é necessário ter mais do que formação em Direito, mas também especialização em Direito Empresarial ou Trabalhista.

A maioria dos profissionais que chegam a este cargo atuaram anteriormente como advogados. No entanto, com o reaquecimento do mercado, questões estratégicas em empresas estão em tendência de alta, e por isso espera-se um olhar aguçado para os negócios relacionados à área jurídica por parte deste profissional.

3. Advogado de relações institucionais

Para os que se interessam muito e acompanham o dia a dia do Congresso Nacional, uma opção entre as carreiras jurídicas mais badaladas pode ser a atuação como advogado na área de relações institucionais.

Esse profissional deve estar antenado sobre qualquer proposição legislativa que, de alguma forma, possa impactar na economia ou no âmbito das empresas.

Para um cargo com tarefas desse tipo, é esperado que o profissional seja dotado de um amplo conhecimento na área do Direito Público. Questões regulatórias e políticas, dependendo da sua natureza, podem afetar a agenda de uma empresa. Por isso, é necessário que o advogado de relações institucionais esteja preparado para, ao menos, prever uma situação desta natureza.

4. Desembargador

Certamente, um dos cargos de mais prestígio no âmbito jurídico é o de desembargador. Basta ver os números: no Brasil, há menos de dois mil desembargadores em exercício atualmente. Ou seja, são pouquíssimos os que de fato podem-se dizer “desembargadores”.

Essa função pode ser considerada como uma “evolução” do juiz, uma vez que cabe a ela julgar casos judiciais em segunda instância.

Isso quer dizer que os casos que não forem resolvidos em primeira instância (que são competência dos juízes), passam para o segundo juízo.

A grosso modo, o desembargador é como um juiz, mas não há um concurso público específico para chegar a este cargo. Para isso, é necessário anos de dedicação, estudo e destaque dentro da magistratura.

5. Advogado consultivo

Da função de advogado, espera-se um profissional contencioso, ou seja, capaz de resolver questões judiciais por meio de ações e de defender ou autuar determinados casos na Justiça. Esta, de fato, é uma das funções mais comuns na área do Direito. No entanto, o advogado consultivo não tem essa função. Mas não se engane: sua importância também é enorme!

A advocacia consultiva trabalha para prever riscos na gestão empresarial. Isso ajuda principalmente a impedir que eventuais mudanças estratégicas afetem a empresa dentro do âmbito jurídico.

Além disso, é responsabilidade do profissional desta área auxiliar no cumprimento de demandas judiciais que envolvam custos – trabalhando, então, para que eles sejam reduzidos. O advogado consultivo pode atuar em diversas áreas do Direito dentro de uma empresa, desde o ramo trabalhista até o tributário.

6. Analista de compliance na área jurídica

Pensando em questões internas e externas de uma corporação, analistas de compliance são profissionais valorizados que têm a incumbência de garantir que o relacionamento com clientes, fornecedores ou com qualquer outro receptor esteja de acordo com as diretrizes e a ética estabelecidos pela empresa.

Na área jurídica do compliance, o especialista trabalha atentando às questões que se enquadram apenas neste setor – deixando a parte contábil para um contador ou para um administrador de empresas. Este profissional ainda atua como uma espécie de “fiscal” interno da corporação, garantindo, por exemplo, que os contratos respeitem as exigências da lei.

Casos recentes de corrupção e irregularidades no país envolvendo grandes empresas ligaram o sinal de alerta no âmbito empresarial em relação à importância da área de compliance. Esta, portanto, é uma área que está mais valorizada do que nunca — e com grandes possibilidades de crescimento já a partir de 2019.

Quanto ganha um profissional de Direito? Veja salários do mercado!

Quanto ganha um profissional de Direito? Veja salários do mercado!

Você sabia que o Direito está entre os cursos de Ensino Superior com maior número de inscritos no Sisu? Segundo uma pesquisa da IDados, uma instituição voltada para a ciência de dados, os formados em Direito têm o salário mais alto entre os dez cursos com mais inscritos no Sisu — além da maior progressão financeira, do ganho inicial ao patamar médio da carreira: um salto de 195% na remuneração.

E, bem, se levarmos em conta que o salário é um dos fatores mais importantes na hora de escolher uma carreira, até que faz sentido o curso de Direito ter tantos interessados, certo?

Mas você tem ideia de quanto ganha um profissional de Direito? Continue lendo e descubra!

Leia mais: Coleção Direito Civil Brasileiro: saiba mais sobre os 7 volumes

Médias salariais das principais carreiras jurídicas

A Robert Walters, uma consultoria global de recrutamento de profissionais especializados e que atua em 28 países, realiza todos os anos uma pesquisa salarial para mapear os ganhos médios das mais diversas áreas de atuação.

Analisando os números relacionados ao Direito, percebemos que os salários se mantêm em um patamar elevado, principalmente se compararmos aos de outras profissões.

Em um escritório de advocacia, por exemplo, a média do salário anual para o menor cargo — de Associado Júnior — em 2018 foi de 70 a 115 mil reais, sem contar bônus e benefícios. Mensalmente, o menor salário mensal para este cargo (muito comum a profissionais recém-formados) seria em torno de R$ 5.800.

Já em empresas, o advogado de nível júnior tem um ganho semelhante – de 70 a 90 mil reais ao ano.

É importante ressaltar, porém, que esses números são apenas uma média e não representam a realidade encontrada em todos os lugares. Geralmente, a regra que se muito por aí é: quanto maior o escritório de advocacia ou a empresa em questão, maiores (provavelmente) ser os salários.

De novo, no entanto, é preciso destacar que isso também não é uma regra. Os salários pagos aos funcionários variam e dependem de uma série de fatores.

Salários em carreiras públicas

Não é segredo para ninguém que funcionários públicos ganham salários extremamente altos. E muitos deles são formados em Direito, embora nem todos possam ser considerados advogados de fato — para isso, é necessário ter sido aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e não são todas as carreiras jurídicas públicas que exigem o certificado.

Mas qual o salário dos aprovados em concursos públicos? Depende muito da carreira.

Se você quiser ser um auditor fiscal da Receita Federal (velha conhecida dos estudantes de Direito por oferecer bons salários), sua remuneração poderá ser de até R$ 15.000,00 — contra-cheque semelhante ao de um delegado da Polícia Federal (pouco mais de R$ 14.000,00).

Por sua vez, consultores legislativos e analistas legislativos do Senado Federal (ambos com ensino superior) ganham salários iniciais na faixa dos R$ 24.000,00 e R$ 20.000,00, respectivamente.

Evidentemente que, quanto maior o cargo público, maior também serão a remuneração e os benefícios. Juízes, por exemplo, ganham muito mais do que um analista judiciário, por exemplo.

Os perfis mais procurados do mercado

Apesar dos salários altos para as mais diversas carreiras do Direito, é de se esperar que, com grandes remunerações sendo oferecidas, a concorrência também deve ser enorme. E é! Além de ser um dos cursos mais disputados do país, o número de inscritos para as provas de concursos públicos também assusta.

Assim, nem é preciso falar da importância de ter diferenciais que façam seus concorrentes comerem poeira, certo? E como fazer isso? Procurando entender o que os contratantes esperam. E isso vai muito além das suas qualificações técnicas: aguçar a parte comercial da coisa também é um aspecto muito valorizado. Sabe o bom e velho poder de persuasão? Está bem em alta entre os profissionais da área.

Hoje em dia, a habilidade de desenvolver um discurso comercial eficiente e, consequentemente, captar novos clientes é uma qualidade tão valorizada quanto a profundidade dos seus conhecimentos jurídicos.

Para trabalhar em grandes escritórios, por outro lado, ter habilidade política também ajuda o profissional a crescer e a se relacionar internamente com seus colegas. Em empresas, no entanto, valoriza-se mais aqueles que têm visão de negócio.

 

Tendências do Direito para 2019: conheça as 4 principais

Tendências do Direito para 2019: conheça as 4 principais

É muito comum que, em tempos de grandes mudanças na forma de consumo das pessoas, os mercados de trabalho se atualizem e sofram grandes mudanças com mais frequência do que antigamente.

No entanto, poucos mercados de trabalho sofrem tantas mudanças quanto o do Direito. Ainda que sua essência – ou seja, a Lei – nem sempre sofra alterações significativas (com exceção de reformas, PECs ou novas jurisprudências), a dinâmica do mercado de trabalho no âmbito jurídico costuma vivenciar mudanças de tempos em tempos.

E, como acontece na maior parte dos casos, também vê despertar e surgir novas tendências para o futuro. Assim, fizemos um levantamento com as principais tendências do Direito para 2019 e as transformamos neste artigo, que tem como objetivo lhe ajudar a se preparar para portas que possivelmente se abrirão no futuro e para mudanças que a profissão provavelmente exigirá já nos próximos anos. Confira!

As 4 principais tendências do Direito para 2019

1. Mercado de compliance deve continuar em alta

Em uma grande empresa, o compliance é uma das áreas mais importantes para garantir que o funcionamento da instituição esteja de acordo com as normas legais e regulamentares. Assim, o profissional de Direito acaba ficando encarregado da parte legal da coisa, que demanda um extenso conhecimento jurídico e da área relacionada à empresa em questão.

Mesmo sendo uma área importante já há bastante tempo, digamos que o compliance tem se tornado ainda mais relevante nos últimos tempos, principalmente em razão da situação institucional vivida no país. Com diversas empresas sendo denunciadas por casos de corrupção, as instituições têm se preocupado ainda mais em estar com as contas e os documentos em dia, sem nenhuma ilegalidade.

Além disso, a evolução dos recursos digitais permite ao profissional auditar as informações referentes às questões legais de forma bem mais eficiente — o que deve se intensificar ainda mais nos próximos anos, com a inclusão digital mais e mais presente no dia a dia das empresas.

A expectativa, portanto, é de que profissionais do Direito com experiência ou disposição para atuar no ramo de compliance sejam ainda mais requisitados num futuro bem próximo.

2. Lei de proteção de dados na Internet é um tema importante a ser estudado

Em meados de agosto deste ano, foi sancionada a lei de proteção de dados dos brasileiros na internet. Essa norma deu aos cidadãos maior poder para lidar com as suas informações pessoais presentes na rede, garantindo um controle maior de sua privacidade na web, bem como no que diz respeito à transferência e/ou recuperação de conteúdos pessoais dentro do ambiente digital.

Isso, porém, ainda é uma grande novidade para a maioria das pessoas — inclusive para as empresas. De acordo com a lei, a multa para as organizações que infringirem os limites de privacidade impostos pela nova legislação pode chegar a até 2% de seu lucro anual. Dependendo do tamanho da empresa à qual estamos nos referindo, pode-se imaginar o tamanho da multa.

Assim, é natural que haja preocupação crescente entre as instituições que trabalham com a aquisição de dados online para que sua operação esteja de acordo com os termos legais. A previsão é de que a nova lei entre em vigor em 18 meses a partir de sua sanção – ou seja, em 2020.

No entanto, 2019 deverá ser o ano em que as empresas já começarão a se preparar. E como se trata de um processo contínuo, é de se esperar que este movimento não cesse tão cedo.

Leia mais: Qual a diferença entre as carreiras pública e privada no Direito?

3. Presença cada vez maior da tecnologia no âmbito jurídico

Com a participação cada vez mais frequente da tecnologia em nosso dia a dia, não é de se espantar que ela também está marcando cada vez mais presença nas atividades do âmbito jurídico. Um dos benefícios deste movimento, por exemplo, está na economia de tempo: os recursos digitais ajudam a organizar a papelada e, consequentemente, evitam extravios, demora desnecessária para encontrar um documento específico etc.

No entanto, para 2019, estão previstas algumas mudanças ainda mais significativas para o mercado do Direito, de modo geral.

O Watson, por exemplo, que é o sistema de Inteligência Artificial (IA) lançado pela IBM em 2010, é capaz de analisar mais de um bilhão de documentos em menos de um segundo. Portanto, imagine as vantagens de adotá-lo num escritório de advocacia ou até mesmo nos tribunais e fóruns de todo o país.

Além disso, a automação do departamento jurídico permite que se otimize tarefas que fazem parte do cotidiano de um advogado. Como dito anteriormente, economiza-se tempo em atividades específicas, possibilitando que se dê conta de outras tarefas durante o expediente.

Assim, familiarizar-se desde já com esses e novos recursos digitais que estão surgindo é uma boa ideia para acompanhar as tendências do Direito e do mercado para tomar a dianteira perante a concorrência e colegas de profissão.

4. O perfil empreendedor combina com o advogado do futuro

O comportamento do profissional é um fator de muita importância para a sua contratação e, futuramente, para uma promoção ou renovação de contrato. Neste sentido, uma tendência válida não só para o âmbito jurídico, mas para o mercado num geral, é a procura por profissionais que tenham perfil e espírito empreendedor.

Esses indivíduos são aqueles que “vestem a camisa da empresa”, agem como se fossem donos do negócio e pensam sempre fora da caixa, buscando a inovação e melhores práticas de gerenciamento do tempo e das próprias tarefas.

Juntamente com essas características, a tendência é de que ocorram mudanças na forma como os serviços jurídicos são prestados — e que combinam muito com um estilo mais colaborativo de se trabalhar.