Sinopses Jurídicas: conheça os 35 volumes da coleção

Sinopses Jurídicas: conheça os 35 volumes da coleção

A Coleção de Sinopses Jurídicas é uma coleção de livros com 35 volumes que tem como objetivo oferecer aos estudantes de Direito — e também aos que vão prestar concurso público — uma ferramenta de revisão ou até de introdução às diversas disciplinas da esfera jurídica.

A linguagem escolhida para compor a coleção é concisa e objetiva justamente para viabilizar uma leitura mais rápida das matérias essenciais que são normalmente cobradas em provas, inclusive as da faculdade. É sempre importante ressalvar que a sinopse pode ser a melhor aliada quando acompanhada do estudo de doutrinas, que proporcionam toda a riqueza de detalhes, exemplos, hipóteses e comparações das matérias.

Cada volume foi escrito por um ou mais autores experientes em magistratura superior, em cursos preparatórios para ingresso de carreiras jurídicas e longa vivência forense. Os autores são selecionados de acordo com a categoria da sinopse e a familiaridade com o trabalho acadêmico de pesquisa e desenvolvimento científico do direito.

Leia mais: Você sabe o que significa Vade Mecum?

Conheça os 35 volumes da Coleção Sinopses Jurídicas

A área do Direito Civil inaugura os volumes da coleção. O professor, árbitro, escritor e desembargador aposentado brasileiro Carlos Roberto Gonçalves buscou compilar os seguintes conteúdos, separados nesses volumes:

  • Volume 1 – Direito CivilParte Geral: no primeiro volume, o autor conceitua os principais pontos de cada título presente na parte geral do Código Civil, sendo esta dividida em 3 livros: das pessoas, dos bens e dos fatos jurídicos. Antes de adentrar no documento propriamente dito, há explicações introdutórias sobre o Direito Civil e preleções sobre a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
  • Volume 2 – Direito CivilDireito de Família: trata-se do direito na esfera familiar. Neste volume, são compiladas as noções dos 4 títulos presentes nesse tema: do direito pessoal, do direito patrimonial, da união estável e da tutela, a curatela e da tomada de decisão apoiada.
  • Volume 3 – Direito Civil – Direito das Coisas: essa sinopse integra os principais conceitos do Livro III do Código Civil: posse, direitos reais, propriedade, superfície, servidões, usufruto, uso, habitação, direito do promitente comprador, penhor, hipoteca, laje e anticrese.
  • Volume 4 – Direito Civil – Direito das Sucessões: o volume 4 trata dos direitos das sucessões. É o conjunto de normas que disciplina a transferência do patrimônio da pessoa falecida ao herdeiro, em virtude da lei ou de testamento.
  • Volume 5 – Direito Civil – Direito das Obrigações – Parte Geral: o direito das obrigações consiste, em suma, na relação de crédito e débito que se extingue com o cumprimento da mesma e que tem por objeto qualquer prestação economicamente aferível. O volume se subdivide em outras duas sinopses, os tomos:
  • Volume 6 – Tomo I – Direito Civil – Direito das Obrigações – Parte Especial – Contratos: o contrato, como fonte de obrigação, é objeto dessa sinopse
  • Volume 6 – Tomo II – Direito Civil – Direito das Obrigações – Parte Especial – Responsabilidade Civil: é a obrigação de reparar o dano causado pela prática de um ato ilícito. É um dos desdobramentos mais importantes do Direito Civil.

Victor Eduardo Rios Gonçalves, Promotor de Justiça e professor de Direito Penal, se empenhou na elaboração dos volumes 7, 8, 9 e 10 das sinopses jurídicas de Direito Penal:

  • Volume 7 – Direito Penal – Parte Geral: regulamenta as normas genéricas cabíveis para todas as infrações penais
  • Volume 8 – Direito Penal – Dos Crimes Contra a Pessoa: são os crimes que atingem diversas categorias atinentes ao ser humano, como a vida, a integridade física, a liberdade e a honra.
  • Volume 9 – Direito Penal – Dos crimes contra o patrimônio aos crimes contra a propriedade imaterial: essa sinopse busca a análise dos crimes patrimoniais e os relacionados ao autor e sua obra (propriedade imaterial)
  • Volume 10 – Direito Penal – Dos crimes contra a dignidade sexual aos crimes contra a administração: estes são os crimes cometidos por agentes públicos e, aqueles, os crimes que atentam contra a faculdade de escolha da pessoa sobre o próprio corpo.

O juiz de Direito, Marcus Vinicius Rios Gonçalves elaborou 3 volumes da coleção, que tratam sobre conceitos fundamentais de Direito Processual Civil.

  • Volume 11 – Processo Civil – Teoria geral do processo e processo de conhecimento: trata dos conceitos iniciais inerentes ao processo civil, bem como o processo de conhecimento a partir da movimentação da jurisdição
  • Volume 12 – Processo Civil – Execução Civil: esse volume abrange tanto o processo de execução por título extrajudicial quanto o cumprimento de sentença, além de examinar o tema da responsabilidade patrimonial. Essa edição é mais detalhada.
  • Volume 13 – Processo Civil – procedimentos especiais: ainda integrante do livro I da parte especial do Código de Processo Civil, os procedimentos especiais são os diferentes tipos de procedimento feitos no processo e limitam-se ao encadeamento dos atos processuais no tempo.

Escritas pelos Promotores de Justiça Alexandre Cebrian Araújo Reis e Victor Eduardo Rios Gonçalves, as Sinopses jurídicas de Direito Processual Penal são divididas em duas partes:

  • Volume 14 – Processo Penal – Parte Geral: as disposições sobre a parte geral tratam, basicamente, da formação dos processos de natureza penal e como funciona o procedimento.
  • Volume 15 – Processo Penal – Procedimentos, nulidades e recursos: o volume 15 contém os tipos de procedimentos, as hipóteses de nulidades e as espécies de recursos que podem ser feitos.

O volume 16, de autoria do Juiz de Direito Ricardo Cunha Chimenti, abrange o tema do direito tributário e, dentro dele, o direito financeiro, o direito orçamentário e a lei de responsabilidade fiscal.

  • Volume 16 – Direito Tributário: o livro é dividido em dois capítulos. O primeiro integra aspectos de competência, capacidade, princípios, garantia, taxas, tarifas, obrigações, responsabilidade, etc. A segunda carrega os conceitos e aplicações de normas orçamentárias e, dentre eles: as receitas e despesas públicas, princípios orçamentários.

O Procurador de Justiça Rodrigo César Rebello Pinho é autor das sinopses 17 e 18 da coleção, que abarcam noções essenciais de Direito Constitucional.

  • Volume 17 – Direito Constitucional – Teoria Geral da Constituição e Direitos Fundamentais: trata da parte introdutória e essencial para o estudo do documento hierarquicamente superior do ordenamento jurídico. Nele, é possível encontrar: noções fundamentais, conceitos iniciais de direito constitucional e constituição, eficácia das normas, controle de constitucionalidade etc.
  • Volume 18 – Direito Constitucional – Da organização do Estado, dos poderes e histórico das constituições: complemento da sinopse anterior, o volume 18 carrega um panorama e o histórico de como os conceitos do volume anterior têm sido colocados na prática e funcionam hoje em nosso regimento legal.

 

Como não enlouquecer em semana de provas? Baixar já!

 

Marcos Fernando Elias Rosa, Procurador de Justiça, é responsável pelas obras 19 e 20 de Direito Administrativo, uma das disciplinas mais importantes no curso de Direito.

  • Volume 19 – Direito Administrativo – Parte I: consiste, basicamente, na apresentação da matéria, envolvendo conceitos, princípios, órgãos, cargos, agentes públicos, administração pública, poderes e atos administrativos, agentes e bens públicos, processo administrativo e outras especificações essenciais para a próxima etapa
  • Volume 20 – Direito Administrativo – Parte II: o 20º volume é a sinopse dos conteúdos administrativos referentes à licitação, contratos administrativos, serviços públicos, limitações ao direito de propriedade, intervenção na ordem econômica e financeira, responsabilidade civil do Estado, controle da administração, ação civil pública e inquérito civil, improbidade administrativa e lei anticorrupção.

Maria Gabriela, tabeliã de notas e protestos de títulos e documentos, junto ao promotor Victor Eduardo Rios Gonçalves, fizeram dois volumes de sinopses de Direito Comercial:

  • Volume 21 – Direito Comercial – Direito de empresa e sociedade empresárias: contém elementos da teoria geral do direito comercial e direito de empresa e as especificações sobre sociedades empresárias
  • Volume 22 – Direito Comercial – Títulos de crédito e contratos mercantis: nessa sinopse, são tratados os seguintes temas: aspectos gerais dos títulos de crédito, letra de câmbio, nota promissória, cheque, duplicata e teoria geral dos contratos mercantis, compra e venda factoring, franchising, cartão de crédito, alienação fiduciária em garantia, leasing, mandato, comissão, representação comercial.

A fim de demonstrar os desdobramentos do fenômeno da falência, a tabeliã Maria Gabriela Rios Gonçalves e o Promotor de Justiça Victor Eduardo Rios Gonçalves efetuaram um volume denominado de “Direito Falimentar”.

  • Volume 23 – Direito Falimentar: a obra, no tocante ao Direito Falimentar, contém: âmbito de incidência, competência, comparação das leis antigas e novas, restituições, saldos, recursos, créditos, recuperação judicial, embargos e outros temas atinentes a esse ramo jurídico.

A legislação penal especial refere-se à aplicação da norma por meio de órgãos especiais e, por isto, o volume 24 traz as tipificações dos crimes que se encaixam condutas ilícitas específicas e estabelece as respectivas penas.  São dois tomos para o volume 24, de autoria de Victor Eduardo Rios Gonçalves:

  • Volume 24 – Tomo I – Legislação Penal Especial – Crimes hediondos – drogas – terrorismo – tortura – armas de fogo – contravenções penais – crimes de trânsito: além de introduzir o conceito de crime hediondo, o volume define o que são cada um deles e os seus desdobramentos legais.
  • Volume 24 – Tomo II – Legislação Penal Especial – Crimes do ECA – contra o consumidor – contra as relações de consumo – contra a ordem tributária – ambientais – do Estatuto do Idoso – falimentares – organizado: assim como no volume anterior, cada um desses itens é especificado. Desta vez, trata-se de crimes contra órgãos específicos.

Direito previdenciário representa um sistema de proteção social, de cunho contributivo e contribuição obrigatória. a Desembargadora Marisa Ferreira dos Santos, a fim de expor os conceitos e as normas regulamentadoras do regime previdenciário, elaborou o volume 5 da coleção:

  • Volume 25 – Direito Previdenciário: essa unidade é dividida em 5 partes, com seguintes temas, respectivamente: seguridade social na constituição federal de 1988m financiamento da seguridade social, direito à saúde, regime geral da previdência social e assistência social.

Marcus Vinicius Rios Gonçalves também confeccionou a sinopse número 26:

  • Volume 26 – Tutela de Interesses Difusos e Coletivos: o volume 26 abarca aspectos gerais e  introdutórios referentes ao microssistema processual coletivo brasileiro, destinado à tutela jurisdicional extrapenal de direitos difusos e coletivos.

Os dois volumes referentes ao Direito do Trabalho são de autoria do Mestre e Especialista César Reinaldo Offa Basile. O primeiro volume promove ao leitor os conceitos iniciais (histórico, conceito, natureza, ciclo contratual e questões de segurança), enquanto o segundo trata dos direitos individuais e coletivos do trabalho.

  • Volume 27 – Direito do Trabalho –teoria geral, contrato de trabalho e segurança e saúde no trabalho: é voltado para considerações básicas e conceitos sobre o significado do Direito do Trabalho e suas esferas, tais como: teoria geral, vínculos empregatício e não empregatício, intermediação de mão de obra, interposição empresarial, cooperativas de trabalho, ciclo do contrato de trabalho, parcerias, obrigações, etc.
  • Volume 28 – Direito do Trabalho – Remuneração, duração do trabalho e direito coletivo: tendo em vista a amplitude de normas que envolvem o direito do trabalho, o volume 28 complementa o anterior, na medida que trata das relações empregatícias presentes no cotidiano da maior parte dos indivíduos, tais como : salário e remuneração, vantagens, duração do trabalho, férias, trabalhos da mulher e do menor, autonomia sindical, teoria geral do direito coletivo, direito de greve, negociações coletivas, dentre outros.

O Juiz Ricardo Cunha Chimenti se empenhou na elaboração da sinopse de Direito Eleitoral:

  • Volume 29 – Direito eleitoral: versa sobre matérias presentes no nosso cotidiano, como as condições de elegibilidade, o alistamento, o registro, as especificações de mandatos, os crimes eleitorais, a justiça eleitoral, os recursos em matéria eleitoral e a propaganda partidária.

O Volume 30 das sinopses, pelo Doutor em Direito Ricardo Castilho, dispõe sobre conceitos voltados aos Direitos Humanos:

  • Volume 30 – Direitos Humanos: nessa sinopse é possível conferir as noções, dimensões, a comparação dos direitos humanos brasileiro com o direito internacional e sistemas de proteção desses direitos.

O mestre e especialista nos ramos empresarial e do trabalho, César Reinaldo Offa Basile foi o responsável por duas sinopses de Processo do Trabalho.

  • Volume 31 – Processo do Trabalho – Justiça do trabalho e dissídios trabalhistas: trata das questões jurisdicionais que envolvem a natureza do trabalho, bem como a competência, quem são as partes, os conceitos da matéria, as possíveis ações e categorias processuais, dentre outros.
  • Volume 32 – Processo do Trabalho – recursos trabalhistas, execução trabalhista e ações cautelares: a sinopse número 32 contém as teorias gerais de recursos e execução trabalhistas, bem como as especificações de cada um até as espécies de ações sujeitas a rito especial.

O volume 33, escrito pelos Mestres Diego Araujo Campos e Flavio Távora, ensina sobre o Direito Internacional nas esferas pública, privada e comercial.

  • Volume 33 – Direito Internacional – público, privado e comercial: o livro explica o Direito internacional sob 3 ramos do direito, valendo-se do uso de tópicos para cada um deles, partindo da evolução histórica para chegar nos atuais tratados entre os países e até direito marítimo.

O doutor e professor Eduardo Sabbag é autor do volume 34 da coleção. O tema é “português jurídico”, matéria esta pouco valorizada nos cursos de Direito, mas essencial para a formação de qualquer operador do direito.

Volume 34 – Português Jurídico: nesta obra, é possível encontrar: técnicas de redação forense e comunicação jurídica, dicas de como ter uma boa linguagem, instruções para redigir algumas peças judiciais e enriquecer a linguagem, regras gramaticais (desde pontuação até concordância verbal) e expressões em latim essenciais para o Direito.

Marisa, desembargadora e Ricardo Juiz de Direito, finalizam a coleção com o último volume das sinopses, que trata dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, Estaduais e Federais

  • Volume 35 – Juizados Especiais Cíveis e Criminais – Estaduais e Federais: os Juizados Especiais Cíveis são os órgãos que resolvem causas de menor complexidade, cujo valor do pedido não seja maior que 40 salários mínimos. Os Especiais Criminais lidam com infrações penais de baixa gravidade, cuja pena não ultrapassa o período de 2 anos. O livro carrega as especificações que vão desde causas e competências até embargos e cumprimento de sentença.
4 dicas essenciais para estudar Direito do jeito certo

4 dicas essenciais para estudar Direito do jeito certo

Quando estudantes recém-saídos do ensino médio entram na faculdade, tudo é novidade: o ambiente, os colegas, os professores, as disciplinas e até a forma de estudar.

Quem faz Direito sabe bem como é isso. O volume de matérias é muito grande, as leituras obrigatórias são várias e são muitos detalhes e informações importantes que não podem perder de vista. Assim, muitos enfrentam dificuldades para adaptar suas técnicas de estudo — ou até mesmo para criar uma rotina de estudos adequada para a faculdade.

4 dicas para estudar Direito corretamente

Virar a chave do ensino médio para a graduação não é tarefa fácil. Mas, com alguma ajuda, pode ser mais fácil do que se imagina.

O Painel Jur selecionou e colocou abaixo quatro dicas para estudar Direito do jeito certo e levar a graduação com tranquilidade. Confira!

1. Antes de tudo, organize seu ambiente de estudos

Estudar é um momento de foco e concentração. Por isso, seu local de estudos precisa ser silencioso, garantir o mínimo de privacidade e ser organizado — isto é muito importante, principalmente quando estudamos dentro de casa.

E acredite: é muito fácil abrir mão da organização depois de um tempo. Quando você se dá conta, tem uma pilha de livros, folhas de rascunho e garrafinhas de água acumuladas em cima da mesa. Mas para isso não acontecer, basta ter em mente que um ambiente de estudos organizado, limpo e harmônico ajuda muito no seu rendimento.

Então, o ideal é que você tenha uma mesa com espaço considerável para colocar tudo o que você precisa: o notebook, os livros específicos da matéria que está estudando, seu caderno, algumas folhas para rascunhar, jarro com água e petiscos para dar energia.

Não se esqueça da iluminação. Se você puder contar com luz natural, melhor, mas se tiver que estudar à noite, veja qual tipo funciona melhor com você: se é luz baixa, com um abajur ou luminária, ou até mesmo a própria luz do teto.

E claro: se não tiver jeito e o ambiente estiver barulhento, coloque o fone de ouvido e uma playlist de músicas que te ajudem a se concentrar.

Mas se ainda assim estiver tendo dificuldades, ou se estudar em casa realmente não é para você, você pode buscar outros locais apropriados. Experimente cafeterias, bibliotecas ou até mesmo algum espaço reservado para estudos em sua faculdade. Muitos preferem sair de casa para não confundir os ambientes e conseguir focar melhor nas próprias obrigações.

 

[TEMPLATE] Resumo para facilitar seus estudos Baixar agora!

 

2. Defina metas e objetivos para os seus estudos

Antes de executar, é preciso planejar. Essa é uma regra comum para várias instâncias da vida e que também funciona com os estudos.

Como dissemos acima, o volume de conteúdo a ser estudado pode ser muito grande — principalmente em semana de provas. Assim, você precisa otimizar seu tempo para conseguir estudar tudo o que precisa sem abrir mão de seus momentos de lazer. Estudar sem um planejamento prévio pode tornar essa atividade muito mais demorada do que o necessário.

Reserve um tempo específico para focar nos estudos e nada além disso. Programa-se! Veja um exemplo:

“Hoje estudarei Direito Penal por 2h30 e dedicarei 1h30 depois para fazer um resumo do que aprendi”.

Exemplo 2:

“Hoje vou fazer o trabalho de Direitos Humanos em 2 horas. Em seguida, farei um intervalo de 15 minutos e depois partirei para a revisão de Direito Civil por outras 2 horas.”

Tudo depende do seu cronograma de provas, é claro. Lembre-se: seu planejamento deve elencar prioridades e levar em conta o grau de dificuldade que você tem em diferentes disciplinas.

Dica importante: intervalos são importantes para manter a produtividade. Procure fazer pausas entre os estudos para relaxar a mente, olhar para outra coisa e voltar depois com foco total.

E o que acontece caso você não consiga concluir sua tarefa no tempo previsto? Nada. É natural que você tenha dificuldades, principalmente no início, então é preciso levar em consideração um tempo para se adaptar à nova rotina de estudos. Mas é importante ir controlando o tempo para garantir que está tudo sob controle. Calcule o tempo médio investido para cada atividade e vá estabelecendo metas para reduzi-lo — isto é, quando for possível.

Leia mais: Vade Mecum Temático: tudo o que você precisa saber

3. Livre-se das distrações e concentre-se

A procrastinação costuma ficar mais irresistível na hora de estudar, não é mesmo? Isso acontece, muitas vezes, porque as pessoas veem o estudo como mera obrigação. Sabemos que uma das prioridades da vida do universitário é estudar, mas convenhamos: ter uma vida social ativa também é importante.

No entanto, é preciso encontrar formas de se concentrar e de se livrar de eventuais distrações que possam comprometer seu desempenho.

Para isso, o primeiro passo é encontrar um local tranquilo para estudar e deixar o celular longe, e não cair em tentação de responder àquela mensagem no WhatsApp.

Outra dica é tomar bastante água, café ou chá preto e praticar exercícios físicos antes de estudar. Esses gatilhos mentais ajudam a aumentar a concentração.

4. Execute!

Após organizar seu espaço de estudo, traçar suas metas, se livrar de possíveis distrações, é hora de colocar a mão na massa e começar de fato suas atividades.

Lembre-se de começar por aquilo que você estabeleceu como prioridade ou pela atividade mais rápida, para já tirá-la da frente e poder focar em outras tarefas mais complexas.

Você pode estudar de diferentes maneiras — cada estudante tem o seu método preferido ou aquele que funciona melhor ou gera melhores resultados e experiências. Portanto, escolhe o que melhor se adapta ao seu ritmo de estudos e ajuda na hora de garantir boas notas nas provas e trabalhos.

Conheça as matérias do 1º ano da faculdade de Direito!

Conheça as matérias do 1º ano da faculdade de Direito!

Recebeu o resultado do vestibular e foi aprovado na faculdade de Direito? Não faz ideia do que vai acontecer? A gente vai contar um pouquinho sobre como é o primeiro ano do curso (primeiro e segundo semestres) e, acredite, não é um bicho de sete cabeças.

Em primeiro lugar, os estudantes estão em um ambiente totalmente novo, com pessoas novas e professores diferentes do que estavam acostumados a ter no colégio. Além disso, dependendo da faculdade, a infraestrutura do local costuma ser bem diferente das instituições de ensino básico e isso é muito bom para sair da zona de conforto e se adaptar a essa nova fase da vida.

Por isso, aqui é importante considerar que o primeiro semestre da faculdade não será uma revisão do ensino médio, longe disso. De início, os estudantes aprendem disciplinas introdutórias, que vão dar toda a base teórica para, posteriormente, poderem utilizá-las não apenas como parâmetro nas disciplinas práticas, mas também em futuros estágios e em outras atividades extracurriculares.

São inúmeros os estudantes que anseiam, desde o começo do curso, pelo aprendizado da parte prática do Direito e, por isso, acabam não se adaptando às disciplinas introdutórias ou simplesmente acham chato por serem matérias que pedem muita leitura.

Entretanto, estes são aprendizados iniciais que vão proporcionar todos os conhecimentos-chave para todo o curso e até mesmo para a vida profissional.

O Direito é um curso que estuda a aplicação das normas jurídicas vigentes no país, que surgem como forma de organização das relações das pessoas na sociedade. Por isso, é necessário pontuar que todas as disciplinas, incluindo as introdutórias, são de extrema importância para entender, desde a origem, como funciona todo esse ordenamento.

Para dar uma “palhinha” do que você vai encontrar no primeiro ano da graduação, o Painel Jur fez um mapeamento das disciplinas que geralmente compõe a grade dos dois períodos nas faculdades brasileiras. É importante lembrar que a grade curricular varia de universidade para universidade, então para saber se você realmente irá estudar as disciplinas abaixo, procure conhecer o programa do seu curso.

O que se aprende no 1º ano da faculdade de Direito?

Confira uma relação com as disciplinas que costumam estar presentes no primeiro e segundo semestres da graduação de Direito:

Leia mais: Coleção Esquematizado: tudo sobre a metodologia que facilita seus estudos

Antropologia: é o estudo do ser humano e, dentro dele, a matéria dispõe sobre as visões grega, cristã e moderna acerca da evolução do indivíduo no campo social, assim como o relacionamento familiar e outras atribuições.

Ciência Política e Teoria Geral do Estado: aqui se estuda sobre o Estado, desde a sua origem até o que ele representa nos dias atuais. É uma disciplina necessária para o entendimento das funções do Estado e como ele se organiza para estabelecer parâmetros de comportamentos sociais.

Direito Civil – Parte geral: a parte geral do Direito Civil costuma ser estudada tanto no primeiro quanto no segundo semestre da faculdade. Normalmente se aprende Civil antes das outras disciplinas práticas, pois é um código que conta com mais de 2 mil artigos, além de ser um dos únicos que tem longo período de vigência das normas, já que não sofrem muitas alterações. No primeiro contato com a disciplina, os estudantes aprendem quais são as pessoas (físicas e jurídicas), o que são bens para o Direito, o que é direito privado e até noções básicas sobre responsabilidade civil, que serão posteriormente aprofundadas.

Direito Constitucional: algumas universidades já colocam na grade dos primeiros anos de curso a disciplina de Direito Constitucional, que diz respeito ao estudo e análise da Constituição Federal, o documento normativo hierarquicamente superior a todos os outros que fundamenta as demais normas do nosso ordenamento jurídico.

Economia: nesta disciplina, os estudantes aprendem como Economia e Direito se relacionam e como este serve para organizar as relações econômicas de determinado grupo social. Para tranquilizar os estudantes: não tem nada de matemática. É pura teoria!

Sociologia: alguns estudantes já tiveram contato com esta disciplina no colégio. Durante a faculdade, ela ensina sobre os principais pensadores da sociologia que tiveram influência no desenvolvimento do Direito, além de conceitos de grupos sociais, origem e outros assuntos etc.

Filosofia: também é uma disciplina presente no ensino básico. No Direito, a Filosofia carrega reflexões, questionamentos, investigações e buscas das verdades real e processual. Isso tudo proporciona ao estudante a base necessária para debates e para o desenvolvimento do raciocínio lógico concernente ao universo jurídico.

História do Direito: trata da análise histórica do Direito, desde o surgimento até a evolução e aplicação nos dias atuais.

Introdução ao Estudo do Direito: é uma das matérias mais importantes dessa fase inicial, pois consiste em conteúdos sobre a história do Direito, assim como o que isto significa e como se relaciona à Justiça em si. Traz os conceitos fundamentais que todo estudante de Direito recém-chegado precisa saber para se dar bem durante toda a graduação.

Direito Internacional: essa disciplina lida com as relações jurídicas externas e como isso influencia nas normas incidentes em todo o mundo. Ele também ensina quais são os acordos internacionais entre as nações e como o Brasil se relaciona com cada uma delas;

Linguagem jurídica: esta busca trazer aos alunos as noções da linguagem forense, jurisprudencial, doutrinária e contratual para serem usadas em peças judiciais, contratos, citações e outros instrumentos do mundo jurídico. Sabe o famoso “juridiquês”? Essa é a matéria que ajuda a entendê-lo e adotá-lo.

Metodologia: a metodologia pode ser de pesquisa ou de lógica jurídica. Como o próprio nome diz, ela dispõe sobre técnicas tanto para fazer um documento de pesquisa jurídica eficiente quanto para elaborar um fichamento ideal;

Direito Penal – Parte geral: o Direito Penal é introduzido aos estudantes por meio de ensinamentos sobre princípios, funções, funcionamento e estrutura da norma penal, além de aprofundar os conhecimentos sobre o que é crime;

Psicologia jurídica: consiste basicamente em analisar o interior do ser humano na perspectiva do Direito e se aplica, por exemplo, na compreensão da saúde mental das partes (autor e réu) em um determinado processo;

Teoria Geral do Processo: é a disciplina de direito público que introduz o que virá na prática: Processo Civil, Processo Penal, Processo Tributário, Processo do Trabalho e por aí vai. De início, os estudantes aprendem conceitos e princípios da ciência processual, que explica como funciona a atuação do Estado-juiz no que se refere a infrações de determinadas regras previstas nos ordenamentos de diversas naturezas.

Algumas universidades não comportam a carga necessária para agregar todas estas disciplinas. Mas fique tranquilo! Quando isso acontece, a matéria, normalmente, se integra em outra da própria grade, como conteúdo complementar ou interdisciplinar.

Sendo assim, para o estudante que vai ingressar e desbravar o mundo jurídico, a dica é: mergulhe nas disciplinas e tente enxergá-las como aliadas que vão facilitar o aprendizado nas matérias práticas e contribuir para uma boa formação do aluno, tornando-o um excelente operador do Direito.

Currículo para estudantes de Direito: dicas para montar o seu!

Currículo para estudantes de Direito: dicas para montar o seu!

Para quem quer ganhar experiência e estagiar em um escritório de advocacia, ter um bom currículo para estudantes de Direito é imprescindível para se destacar em meio à concorrência e elevar suas chances de conseguir a vaga.

Mas como montar um currículo nota 10? Ao contrário do que muitos pensam, não basta apenas descrever bem as suas competências ou colocar sua formação acadêmica. É preciso saber como organizar as informações e valorizar o que há de mais importante levando em conta seus objetivos profissionais — e, claro, o posto para o qual você está concorrendo.

Na hora de elaborá-lo, é fundamental levar em conta o seu nível acadêmico e profissional. Isto é, se você está no primeiro ano da graduação e ainda não adquiriu nenhuma experiência, seu currículo certamente será diferente daquele que já passou por estágios. Mas não tem problema: o importante mesmo é saber o que colocar em destaque.

Leia mais: Quem são os Incapazes, segundo o Direito Civil?

Qual a importância de um bom currículo para estudantes de Direito?

Antes de mais nada, nunca é demais ressaltar a importância — e a diferença — que um bom currículo pode fazer na vida de um profissional.

O principal meio para se conseguir estágios dentro do Direito é o currículo. A não ser que seja por meio de contatos (o famoso networking), geralmente se contrata candidatos que se destacam tanto na apresentação do currículo quanto na própria entrevista.

Para o avaliador, o conteúdo do currículo para estudantes de Direito está muito atrelado à capacidade do estagiário não só dentro de sua área de atuação e estudo, mas também de compilar e sintetizar suas principais qualificações num documento único. Neste sentido, caprichar na descrição das habilidades e idiomas, por exemplo, é essencial para representar de forma fidedigna os seus conhecimentos.

Tenha mente que currículos como o seu há aos montes na mesa dos avaliadores. Você pode sentir que foi feito para aquela vaga: a princípio, no entanto, você é só mais um documento na caixa de entrada do e-mail ou uma folha de papel em meio a um calhamaço de outros currículos. Então é fundamental que o seu se destaque — seja na forma como as informações estão apresentadas, seja no próprio conteúdo ou nas suas próprias competências.

Como montar o seu currículo nota 10

A primeira coisa a se saber para montar um currículo para estudantes de Direito é que ele deve ter um caráter totalmente profissional, isto é, com todas as informações que sejam pertinentes para construir o perfil profissional de um candidato a uma vaga de estágio. Não coloque sua trajetória acadêmica até a faculdade. A não ser que você tenha algo a destacar, como um prêmio conquistado durante o ensino médio, por exemplo, não é necessário incluir sua formação pré-universitária no documento.

Além disso, recomenda-se que ele seja completo em relação ao que se espera de um candidato a uma vaga de estágio. Nem mais, nem menos. Então, o que deve entrar? Depende, mas sua formação acadêmica certamente deve ser um dos destaques.

Se você está pleiteando uma vaga de estágio, então a instituição onde você estuda Direito e está adquirindo a bagagem para futuramente ingressar no mercado de trabalho é, sem dúvidas, uma informação muito importante. Deixe clara a data em que você entrou na faculdade e a data para a qual está prevista a conclusão da graduação.

Não deixe de incluir também eventuais formações complementares, como cursos (online e presenciais), workshops, palestras e eventos que emitiram certificados. Mostrar que você é dedicado nos estudos e ávido por mais conhecimentos desde a graduação certamente conta pontos em seu favor.

 

[TEMPLATE] Currículo para estudantes de Direito! Baixar CV!

 

Se tiver experiências anteriores, coloque-as também — de preferência, logo abaixo da formação acadêmica e complementar. No entanto, quem ainda não teve experiências em estágios, não precisa se preocupar: só adaptar.

Para esses casos, é importante investir na apresentação das suas habilidades e competências, bem como deixar claros os seus objetivos profissionais do momento. Conhecimentos de línguas estrangeiras, por exemplo, são, sem dúvidas, uma das muitas características que chamam a atenção de qualquer avaliador. Mesmo que o seu nível de inglês seja intermediário, não deixe de colocá-lo no currículo, pois essa é uma língua indispensável para o mercado nos dias de hoje — e não é diferente no meio jurídico.

Além disso, responda à seguinte pergunta: quais características em mim eu posso destacar no currículo para convencer o recrutador a me chamar para uma entrevista?

Algumas dicas: proatividade, dinamismo e vontade de aprender são algumas das que mais chamam a atenção. Mas não adianta colocar se elas não fizerem realmente parte de seu perfil. Mentir no currículo nunca é uma boa ideia, porque eventualmente alguém vai acabar descobrindo.

Reflita internamente e coloque no papel as suas principais virtudes e valores, e conquiste o estágio sabendo que tem tudo para ser bem-sucedido.

7 dicas rápidas para montar o seu currículo!

Para ressaltar o que já foi dito acima e, também, para apontar outros pormenores de um bom currículo, confira as dicas abaixo e tenha um currículo para estudantes de Direito nota 10 para chamar de seu:

  1. Não tenha pressa para fazer o seu currículo. Lembre-se do ditado: “a pressa é inimiga da perfeição!”;
  2. Não seja tão generalista ao descrever o seu perfil. Foque nas principais características, e, a partir disso, construa um perfil mais ramificado. Saber o que quer é muito importante;
  3. Não escreva nada que você não é. Por exemplo: não tente subir o nível do seu inglês para “avançado” caso você ainda seja “intermediário”. Isso pode ser cobrado no futuro e você certamente não quer queimar seu filme logo de início, certo?;
  4. Pense muito na descrição das suas habilidades e competências, pois elas podem ser o seu maior diferencial em relação aos outros candidatos. Tente não ser muito convencional e pense fora da caixa;
  5. Tente reduzir o seu currículo a, no máximo, uma página, sendo bastante objetivo nas informações. Saber sintetizar é uma qualidade profissional bastante valorizada pelos recrutadores;
  6. Durante a elaboração do currículo, procure se concentrar nos pontos principais e de maior destaque de sua trajetória acadêmica e profissional. Deixe os detalhes e outras explicações para uma eventual entrevista. Surpreender é sempre uma boa pedida!
  7. Por fim, realize atividades extracurriculares desde o início da graduação. Isso ajuda a adquirir experiências complementares que, para quem nunca estagiou antes, podem fazer toda a diferença.
5 técnicas de estudo que estudantes de Direito deveriam adotar

5 técnicas de estudo que estudantes de Direito deveriam adotar

A faculdade de Direito exige bastante leitura e, principalmente, muito empenho do estudante para lidar com as semanas de provas e entregas de trabalhos. Às vezes, nessa rotina atribulada, o estudo acabando focando apenas na aprovação da disciplina. Por isso, não é de se espantar que estudar seja uma atividade maçante para tantas pessoas.

Ainda assim, sabemos que estudar é fundamental para quem deseja terminar a graduação com tranquilidade e, claro, boas notas. Tendo isso em vista, decidimos criar este conteúdo com dicas de técnicas de estudo que ajudam a tornar essa atividade menos cansativa e (bem) mais eficiente.

Confira abaixo!

5 técnicas de estudo para quem estuda Direito

1. Faça resumos ou fichamentos

Uma técnica de estudo bastante comum — e bem familiar a estudantes de Direito — é o famoso resumo ou fichamento.

Trata-se de uma maneira bem tradicional de colocar no papel (com suas próprias palavras) o que você entendeu da matéria que está estudando para reler depois e fixar melhor o conteúdo.

Muitas pessoas gostam de assistir à aula, fazer anotações, copiar a lousa do professor e fazer um resumo da matéria assim que chega em casa. Outros gravam a fala do professor e utiliza a gravação para fazer o resumo depois.

Como fazer um resumo ou fichamento?

O resumo é a compilação das informações mais importantes de um texto, além de uma das mais comuns técnicas de estudo. Tendo isso em vista, o primeiro passo é ter em mente a maneira com que você vai escrever com suas palavras sobre o parágrafo que acabou de ler, ou como você pode explicar o conceito novo que o autor trouxe a partir do que você entendeu durante a leitura.

Não existe regra para a estrutura de um resumo. Ele pode ser tanto um texto corrido quanto um conteúdo dividido por tópicos. No entanto, se for feito em tópicos, fica melhor para visualizar e memorizar o conteúdo depois.

Já um fichamento também tem diversas formas de ser feito. É uma técnica de estudo predominantemente voltada para fins acadêmicos. Muitas faculdades, já no primeiro ano de curso, ensinam o aluno a elaborar fichamentos de textos. Para algumas instituições, o fichamento se assemelha a um artigo científico, enquanto que, para outras, ele consiste nas citações das ideias principais do texto.

Leia mais: 4 dicas essenciais para estudar Direito do jeito certo

2. Crie seu próprio mapa mental

Mas se você já está acostumado a fazer resumos e quer inovar no seu jeito de estudar, apresento-lhe uma das mais visuais técnicas de estudo: o mapa mental!

Um mapa mental nada mais é do que um tipo de diagrama que ajuda a organizar as informações referentes a um tema específico. É como se fosse um desenho que ajuda a resumir os tópicos mais importantes para se entender determinado assunto.

Em geral, os mapas mentais têm três funções principais: organizar, memorizar e analisar o objeto de estudo, a fim de absorver melhor o conteúdo que está sendo estudado.

Eles também permitem que todos os pontos das disciplinas sejam relacionados e compreendidos dentro de uma só imagem, e pode ser uma ótima técnica de estudos principalmente se levarmos em conta que é muito difícil guardar e entender bem os aspectos mais relevantes das matérias que estamos estudando.

Como fazer?

O primeiro passo para criar seu próprio mapa mental é selecionar o material de estudo, como as obras jurídicas indicadas pelo seu professor, e lê-las atentamente. Durante a leitura, faça anotações com o que você entendeu e, se possível, reúna materiais complementares que agreguem valor ao estudo.

Em seguida, pegue uma folha em branco e, ao centro ou na parte superior, escreva o título da disciplina ou do assunto que você deseja esquematizar. Este será o ponto inicial do seu mapa mental — como se fosse um “marco zero”, de onde vão sair as informações pertinentes ao tema.

Dele, puxe setas indicando as suas principais atribuições, ou os principais subtópicos aos quais você deve se ater em seus estudos. Exemplos: características, espécies, natureza, efeitos e exemplos práticos, entre outros). Lembre-se de que um mapa mental é um desenho, mas acima de tudo é um esquema pelo qual você poderá estudar depois. Então ele deve estar organizado e bem estruturado.

Pode fazer uso de cores, mas um erro comum é dar prioridade à estética em vez de focar no conteúdo. A vontade de fazer algo bonito pode atrapalhar a qualidade do seu mapa mental, por isso tenha em mente que o mais importante é ter um material de estudo simples e, acima de tudo, facilmente compreensivo por outras pessoas.

Uma dica que pode ajudar é fazer rascunhos antes de começar a criar o mapa mental definitivo. Estruture primeiro, esboce um desenho inicial e, depois que definir exatamente o que vai colocar, comece a desenhar seu mapa mental.

Depois é só ir completando com as informações, finalizar e enviar para seus colegas.

3. Solte a voz! Leia a matéria em voz alta

Fazer resumos, fichamentos e mapas mentais ajuda — e muito — a absorver o conteúdo da matéria. Mas existe outra técnica que pode fazer a diferença em seus estudos: ler a matéria em voz alta.

Você pode fazer isso na privacidade de seu quarto e ler para você mesmo, ou pode ler em voz alta para alguém. Uma dica é explicar a matéria para outra pessoa como se você fosse um professor e ela tivesse nenhum conhecimento do assunto. Assim, você se força a pensar para explicar da maneira mais clara possível, e de um jeito que torne o conteúdo mais fácil de ser absorvido até mesmo por leigos.

As vantagens de soltar a voz nos seus estudos são muitas: além de ajudar a entender de vez a matéria, você também desenvolve a oratória — que é muito importante para futuros profissionais do Direito.

Para se ter uma ideia, o Estatuto da Advocacia e da OAB, em seu artigo 7º, versa sobre os direitos do advogado e estabelece algumas situações em que o profissional deve se manifestar oralmente:

IX – sustentar oralmente as razões de qualquer recurso ou processo, nas sessões de julgamento, após o voto do relator, em instância judicial ou administrativa, pelo prazo de quinze minutos, salvo se prazo maior for concedido.

X – usar da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos, documentos ou afirmações que influam no julgamento, bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem feitas;

XI – reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou autoridade, contra a inobservância de preceito de lei, regulamento ou regimento;

XII – falar, sentado ou em pé, em juízo, tribunal ou órgão de deliberação coletiva da Administração Pública ou do Poder Legislativo. (BRASIL, 1994, p. 3 )

4. Faça exercícios teóricos e práticos

Após estudar todos os conceitos daquela matéria que vai cair na prova, que tal testar se você já domina o conteúdo?

Pegue exercícios e questões de provas das 1ª e 2ª fases da OAB e de alguns concursos públicos e resolva o máximo que conseguir. Depois, calcule a média de erros e acertos, sempre buscando entender o porquê de ter errado ou acertado cada questão.

Leve este tipo de “simulado pessoal” a sério, então nada de ficar consultando as respostas nos livros ou em suas anotações. Faça de conta que você está fazendo uma prova para valer e aproveite para errar. Este é o momento para cometer erros e corrigi-los antes de ser oficialmente avaliado.

E o bom é que esta técnica é boa não só para as provas da faculdade, mas também para exames futuros que estudantes de Direito costumam prestar, como a própria prova da OAB e de ingresso em carreiras jurídicas públicas.

5. Baixe materiais da internet

Nossa última dica também é um complemento para as dicas acima. Além de utilizar técnicas de estudo para criar seu próprio resumo e mapa mental e de testar seus conhecimentos com exercícios práticos, busque outras fontes de informação que te ajudem a estudar e a absorver os conteúdos que estão sendo estudados.

Para isso, uma sugestão é aproveitar os benefícios da internet para encontrar materiais gratuitos, de qualidade e que estão disponíveis para download. Assim, lhe convido a conhecer a sessão que criamos aqui no Painel Jur exclusivamente para reunir esse tipo de conteúdo. Nossa página de Materiais Gratuitos já está repleta de conteúdos prontos para serem baixados e aproveitados.

 

E aí, com qual técnica de estudo você mais se identificou? Lembre-se: uma não é melhor do que a outra. O bom é quando conseguimos aproveitar um pouco dos benefícios de cada uma para extrair o máximo possível dos nossos momentos de estudo. Experimente em casa e depois conte sua experiência para nós nos comentários abaixo. E não deixe de comentar caso tenha outra dica de estudos. Quem sabe não completamos este artigo com uma dica enviada por você?